Anthropic ultrapassa a OpenAI em receita pela primeira vez
Meta lança Muse Spark, Brasil fecha acordo com a China e metade dos americanos já usa IA no trabalho.
Bom dia, pessoal!
Semana pesada de notícias. O cenário competitivo entre OpenAI e Anthropic virou de ponta-cabeça, o Brasil entrou no radar das duas gigantes ao mesmo tempo, e o FMI resolveu pedir atenção. Segue o compilado.
IA Stack desta semana:
🔷 Anthropic ultrapassa a OpenAI em receita pela primeira vez
🔷 Anthropic abre escritório próprio no Brasil
🔷 Brasil assina acordo de cooperação em IA com a China
🔷 Meta lança o Muse Spark, primeiro modelo do Superintelligence Labs
🔷 Google libera Inteligência Personalizada do Gemini no Brasil
🔷 Metade dos trabalhadores americanos já usa IA no trabalho
🔷 MIT: 95% das empresas investiram em IA e não viram retorno
🔷 FMI alerta para efeitos econômicos do avanço da IA
Tempo de leitura: 5 minutos
Anthropic ultrapassa a OpenAI em receita pela primeira vez
A Anthropic atingiu US$ 30 bilhões de receita anualizada em abril e, pela primeira vez, passou a OpenAI, que está em torno de US$ 25 bilhões. O crossover aconteceu meses antes do esperado: o Epoch AI projetava o cruzamento só em agosto.
A dona do Claude saiu de US$ 9 bilhões de ARR no fim de 2025 pra US$ 30 bilhões em quatro meses, crescendo cerca de 10x ao ano contra 3,4x da OpenAI. O motor é o mercado corporativo: a base de clientes enterprise com contratos acima de US$ 1 milhão dobrou, saindo de 500 em fevereiro pra mais de mil em abril.
Anthropic abre escritório próprio no Brasil
A Anthropic confirmou a abertura de um escritório em São Paulo em 2026, voltado pro mercado corporativo. A empresa já abriu vagas pro time comercial local e coloca a operação brasileira em concorrência direta com a OpenAI, que também monta estrutura na cidade.
O Brasil é hoje o terceiro maior mercado do Claude, atrás apenas de Estados Unidos e Índia. Mike Krieger, diretor de produto, disse que o conhecimento regional em áreas como medicina e direito será central pra adaptar o modelo à realidade brasileira.
Brasil assina acordo de cooperação em IA com a China
O governo brasileiro formalizou em 10 de abril um acordo entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Serpro e a empresa chinesa iFlytek. O foco é desenvolver capacidades nacionais de IA voltadas ao funcionamento do Estado.
O acordo cobre modelos de linguagem em português brasileiro, sistemas de tradução e acessibilidade, cibersegurança e infraestrutura de data centers, além de programas de capacitação e intercâmbio. Vem pouco depois da parceria anterior do governo com a OpenAI e diversifica a estratégia internacional do Brasil em IA.
Meta lança o Muse Spark, primeiro modelo do Superintelligence Labs
A Meta apresentou em 8 de abril o Muse Spark, primeiro modelo do Meta Superintelligence Labs, laboratório que resulta da reestruturação do time de IA da empresa nos últimos nove meses. O modelo é multimodal, opera em modo Instantâneo ou Pensamento e consegue rodar subagentes em paralelo.
O lançamento começou nos Estados Unidos pelo app Meta AI e pelo site meta.ai, e nas próximas semanas chega no Instagram, Facebook, Messenger, WhatsApp e nos óculos Ray-Ban Meta. A empresa promete liberar versões futuras em código aberto e dar crédito aos criadores quando o modelo recomendar Reels, fotos ou posts.
Google libera Inteligência Personalizada do Gemini no Brasil
O Google liberou em 14 de abril a Inteligência Personalizada do Gemini no Brasil. A novidade permite que o chatbot se conecte a Gmail, Fotos, Pesquisa e histórico do YouTube pra dar respostas baseadas no contexto real do usuário.
Na prática, o Gemini responde usando viagens buscadas, fotos do rolo de câmera, e-mails e vídeos assistidos. O recurso chega primeiro pra assinantes dos planos AI Plus, Pro e Ultra, com versão gratuita prevista pras próximas semanas. O controle sobre quais dados são acessados fica com o usuário.
Metade dos trabalhadores americanos já usa IA no trabalho
Pesquisa Gallup mostra que 50% dos funcionários nos Estados Unidos já usam ferramentas de IA na rotina profissional, dobrando o patamar de dois anos atrás. Entre os adotantes, 65% relatam impacto positivo na produtividade.
É a primeira vez que o uso corporativo ultrapassa metade da força de trabalho americana, indicando que a tecnologia saiu da fase de experimentação e passou a integrar processos cotidianos em marketing, finanças, atendimento e engenharia.
MIT: 95% das empresas investiram em IA e não viram retorno
Relatório do MIT NANDA analisou 300 deployments de IA generativa em empresas americanas e concluiu que apenas 5% geraram retorno mensurável, apesar dos US$ 30 a 40 bilhões investidos. O pior ROI apareceu em vendas e marketing, justamente onde mais se gastou.
O estudo cunha o termo GenAI Divide: um pequeno grupo integrou a IA ao fluxo operacional e escalou, enquanto a maioria ficou travada em pilotos que nunca viraram produção. O back-office e tarefas operacionais repetitivas apresentaram os melhores resultados.
FMI alerta para efeitos econômicos do avanço da IA
O Fundo Monetário Internacional publicou análise alertando para riscos macroeconômicos do avanço rápido da IA, com destaque pra concentração de mercado, aumento da desigualdade salarial e pressão sobre sistemas previdenciários em países despreparados.
O relatório recomenda investimento em requalificação profissional, atualização de legislações trabalhistas e fortalecimento de órgãos antitruste. É a primeira vez que o FMI trata o tema com essa profundidade em documento oficial de política econômica.
Obrigado pela leitura, até a próxima. 👋


